Entrevista a jovens sobre a utilização social dos media digitais
Objectivo: Caracterizar a utilização social dos media digitais pelos jovens e sua relação com o processo pessoal de construção de identidade e socialização.
Competências: Capacidade de análise e interpretação da perspectiva juvenil acerca da utilização social dos media digitais. O que fazer?
( Actividade Individual)
1º) Análise no Fórum A 4, de um guião de entrevista sobre utilização social dos media digitais. Recolha de contribuições para o desenho da versão final deste documento. Fórum A4 ( 30 de maio a 08 de Junho);
2º) Realização de entrevista a 2 jovens (masculino e feminino), com base no guião de entrevista definitivo;
3º) Análise e interpretação da mesma (suportada por excertos) à luz do quadro teórico trabalhado na Actividade 2 e 3. Apresentação dos resultados em power point e envio dos protocolos de respostas obtidos nas entrevistas realizadas. Fórum A4 até 15 de Junho;
4º) Discussão conjunta em Fórum das análises realizadas, entre os dias 15 a 19 de Junho.
Seguindo o guião disponibilizado, foram efectuadas as entrevistas que posteriormente que produziram os resultados apresentados AQUI!.
Em função de estar num país com realidade diferente da apresentada em muitos trabalhos, onde as TIC ainda estão distantes de muitos, é importante referir alguns aspectos que se destacaram durante a realização das entrevistas:
Em Angola, grande parte dos jovens só tem contacto com as ferramentas/tecnologias depois de estarem no nível médio ou superior ao contrário dos jovens portugueses que têm contacto com as TIC muito mais cedo. Talvez por isso os jovens entrevistados em outros trabalhos apresentados, estejam mais habituados à nova febre das redes sociais, enquanto na opinião dos jovens Angolanos existe muita difamação e violação de privacidade.
Há ainda à considerar a questão cultural: os angolanos valorizam muito a família e os amigos, mas de forma mais tradicional...Angola ainda é um país onde se pode perfeitamente ver os parentes e amigos no fim do dia, onde o trabalho não impede o convívio social...talvez por esse motivo as redes sociais estejam por cá, em segundo plano.
Mas pouco a pouco a situação vai mudando, especialmente nas zonas urbanas (nas cidades capitais), pois a vida já tem um ritmo mais corrido e não se pode parar o desenvolvimento. Aqueles (poucos) que têm acesso as várias TIC vão usando para expressar livremente as suas opiniões sobre vários aspectos sociais, económicos e políticos.
O desenvolvimento tecnológico vai certamente chegar a este país....é um caminho longo certamente, que deve passar também pelo desenvolvimento social, pois tal como disse Michael Harrington "Quando existe avanço tecnológico sem avanço social surge, quase automaticamente, um aumento da miséria humana."
O vídeo que se segue é um claro exemplo de como o desenvolvimento tecnológico afecta a vida não só dos jovens, mas também das instituições empresariais.
Como se vê, dentro da mídia, as redes sociais de relacionamentos como, Orkut, Twitter, Facebook, My Space, Linkedin e jogos como o Second Life, dentre outros, configuram-se como um cenário amplo em que é permitido construir e divulgar a - ou as, já que o plural revela-se sempre mais adequado para falar de identidade - concepção identitária que se deseja.
Com o advento da internet e a forma como consequentemente as redes virtuais de relacionamento interferem nas questões de identidade, o tema mostra-se extremamente atual. A identidade está em tudo. É representada na cultura de consumo, em que a materialidade do consumo é quem sustenta a identidade.
As redes sociais configuram-se como um local onde essa e outras vertentes das representações identitárias convergem. Veicula-se no Orkut, Twitter, Facebook, My Space, Linkedin e tantas outras, aquilo que se é, ou aquilo que se almeja ser. É um espaço de construção dos sujeitos.Um local onde aqueles que se identificam unem-se sob a perspectiva do pertencimento.
Pertencer a uma determinada comunidade virtual é compartilhar um mesmo território, os mesmos sentimentos e impressões. É exibir-se da forma que se achar mais conveniente, carregando consigo a segurança de ter ao lado várias outras pessoas que pensam da mesma forma e que assim reforçam o ideal de grupo.

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